quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Chamada para dossiê Retratos sobre a solteirice

No dossiê Retratos sobre a solteirice e os desafios para os feminismos pretende-se reunir artigos, ensaios e relatos de pesquisa dos diversos campos do saber sobre as práticas, discursos e representações que analisem as diversas formas com que a solteirice é vivenciada por homens e mulheres, bem como representada nos meios midiáticos, na literatura, a partir de um olhar feminista e de gênero. A solteirice, como uma condição ou situação de estar solteiro/a tem ganhado espaço em estudos por refletirem um contexto de mudanças sociais, de valores, das relações de gênero, entre outras, e que expressa rupturas nos modos de viver em contexto urbano contemporâneo, e no modo de representar as mulheres, fora do casamento. Pretende-se com este dossiê, dar visibilidade a estudos sobre a solteirice e discutir os desafios teóricos e metodológicos para os feminismos no que tange a construção de estratégias de análise sobre o fenômeno e as repercussões das lutas feministas na adoção de modos de ser e de viver fora fora dos padrões estandartizados e das heteronormas, principalmente para mulheres.


Os artigos podem ser enviados em português, inglês ou espanhol, e devem seguir as normas da revista: texto de 15 a 25 laudas, até 50 mil caracteres.  Prazo para envio do artigo: 15 de dezembro de 2018, estendido para 30 de janeiro de 2019, 20 de maio de 2019 por e-mail: pesquisa.solteirice@gmail.com


A Revista Feminismos é uma publicação eletrônica, trimestral, internacional, de cunho acadêmico, vinculada ao Programa de Pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo – PPGNEIM e ao Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher – NEIM da Universidade Federal da Bahia. A revista tem como propósito promover a articulação entre a teoria e a práxis feminista através da publicação de trabalhos em diferentes modalidades que possibilitem o diálogo entre as diversas perspectivas feministas e dos estudos de gênero. Dados da Revista: Revista Feminismos  - ISSN: 2317-2932

O dossiê é organizado pelas docentes da Universidade Federal da Bahia, Dra. Darlane Silva Vieira Andrade (Docente no Departamento de Estudos de Gênero e Feminismo, Pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher - NEIM/UFBA e do Grupo de Pesquisa saúde mental e gênero/UnB), e Dra. Márcia Tavares (Docente no Instituto de Psicologia, no Programa de Pós-graduação em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo - PPGNEIM e Pesquisadora do NEIM/UFBA)

Contatos: darlane.andrade@ufba.br / marciatavares1@gmail.com

terça-feira, 15 de agosto de 2017

15 de agosto, dia das solteiras e solteiros online

No dia 15 de agosto é comemorado o dia das pessoas solteiras. A origem da data é desconhecida, e mesmo se fosse, a celebração não teria destaque numa cultura onde a união afetiva entre duas pessoas é valorizada e celebrada pelo comércio como um dia para se dar e ganhar presentes. 

A solteirice como uma situação ou condição de quem está solteiro/a, faz parte do cotidiano de muitas pessoas que não se casaram por escolha ou por diversos outros motivos, e merece ser celebrado principalmente pelo seu significado estar atrelado à liberdade, de acordo estudos sobre o tema*. 

A solteirice vem sendo desvinculada à ideia de solidão, isolamento social, afetivo e sexual, e nas práticas sociais, solteiros e solteiras tem construído um estilo de vida diverso e movimentado! No campo do exercício da sexualidade, chama atenção a inclusão de dispositivos tecnológicos que facilitam a comunicação entre pessoa que buscam encontrar alguém para fazer amizade, ter encontro(s) sexual(is) casual(is), começar uma relação de namoro ou outro estilo de relacionamento. O tema vem sendo estudado no NEIM/UFBA, no projeto PIBIC: “A solteirice em estudo: o uso de aplicativos de paquera por solteiros/as em Salvador”.
                         
Neste estudo foram feitas observações nos aplicativos tinder, happn, grindr, e entrevistas com 126 pessoas adultas de diversas orientações sexuais. A metodologia utilizada no estudo será apresentada por Marcos Guedes e Aliane Lima, bolsistas PIBIC, na aula aberta da disciplina “Iniciação Científica aos Estudos de Gênero II”, ministrada pela profa Darlane Andrade, no Bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade/UFBA, no dia 16 de agosto, às 18:30h na sala 121 no PAF I/ Ondina.

Parte do estudo que trata dos dados das/os participantes LGBT foi apresentada por Marcos Guedes no evento “A Clandestinidade dos Afetos LGBTs”, no Conselho Regional de Psicologia da Bahia, em junho deste ano, e pode ser acessado online: 
                               
Esperamos que solteiras e solteiros desfrutem seu dia!

* Alguns estudos sobre o tema: ANDRADE, Darlane Silva Vieira. A “solteirice” em Salvador: desvelando práticas e sentidos entre adultos/as de classes médias. 2012, 312f. Salvador. Tese (Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo) - Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.

ANDRADE, Darlane Silva Vieira. A solteirice na vida adulta: reflexões para estudos e atuação na psicologia. In: ANDRADE, Darlane, DOS SANTOS, Helena, DENEGA, Alessa (org.) Gênero na Psicologia: saberes e práticas. Salvador: Conselho Regional de Psicologia da Bahia, 2016. Disponível em: https://www.crp03.org.br/midia/genero-na-psicologia-saberes-e-praticas


GONÇALVES, Eliane. Vidas no singular: noções sobre “mulheres sós” no Brasil contemporâneo. Campinas, 2007, 275 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2007. Disponível em: <http://www.agencia.fapesp.br/arquivos/vidas_no_singular.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2011.

GONÇALVES, Eliane. Nem só nem mal acompanhada: reinterpretando a “solidão” das “solteiras” na contemporaneidade. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v. 15, n. 32, p. 189-216, jul./dez. 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ha/v15n32/v15n32a09.pdf>. Acesso em: 10 jun. 2011.







sábado, 17 de dezembro de 2016

Pesquisa sobre o uso de Aplicativos de Paquera por solteiros/as de Salvador (PIBIC - 2016-2017)

A pesquisa A solteirice em estudo: o uso de tecnologias da comunicação por solteiros/as em Salvador (PIBIC/UFBA - 2016-2017), coordenada pela Profa. Dra. Darlane S. V. Andrade (NEIM/UFBA), tem como finalidade explorar e conhecer opiniões e práticas em torno da sexualidade de solteiros/as, mediadas por aplicativos para smartphones, tais como Tinder, Happn, Grindr, Scruff e Hornet, que são utilizados com esta finalidade por homens e mulheres adultos/as, solteiros/as, de diferentes orientações sexuais, residindo em Salvador. O estudo objetiva também identificar as práticas em torno da sexualidade, modos de vida e redes de relações de pessoas adultas solteiras, em contexto de classe média urbana. Este estudo se fundamenta em uma perspectiva analítica interdisciplinar e feminista das relações de gênero, tendo a categoria gênero como a principal utilizada para análise dos dados, vista de forma interseccional com as de sexualidade/orientação sexual, raça/etnia, idade/geração e classe social (de modo específico, a classe média urbana).  
A pesquisa utiliza uma metodologia qualitativa, tendo entrevistas e observações de campo (em ambiente virtual, baseada na netnografia), como instrumentos. Para a construção dos dados, estão sendo realizadas entrevistas semi-estruturadas através de chats nos aplicativos, e observações in locus acerca do funcionamento do Tinder, Happn, Grindr, Scruff e Hornet e das dinâmicas de apresentação das pessoas nos perfis e modos de interação com algumas destas.
O estudo teve início em julho de 2016 e a equipe de pesquisa tem feito leituras e fichamentos de textos sobre netnografia, cibercultura, uso de aplicativos para paquera, sexualidade e solteirice, para fundamentar as análises dos dados. Até o momento, foram realizadas 91 entrevistas nos aplicativos com solteiros/as heterossexuais e LGBT's (lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans), e foi realizada uma entrevista piloto, presencialmente. Após a análise dos dados já coletados, iniciaremos a segunda etapa do estudo com realização de entrevistas para um aprofundamento das principais questões da pesquisa.

A equipe de pesquisa é composta por: Darlane Andrade - Coordenadora, Marcos Guedes e Aliane Lima - Bolsistas PIBIC e Aline Vilas Boas e Mariana Monteiro - Voluntárias.

Interessados(as) em colaborar com o estudo, enviar email para pesquisa.solteirice@gmail.com.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

"Fluidez dos relacionamentos implica em definição de novas regras"

As regras envolvendo os relacionamentos atuais foi tema de reportagem de Juliana Rodrigues e Laís Andrade para o "Impressão digital" da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia - FACOM/UFBA. A professora Darlane Andrade colaborou com a reportagem, discutindo a fluidez das regras nas relações atuais e a importância da discussão de gênero para análise do tema. 

Segue um trecho da reportagem: 

"Esses questionamentos das formas de se relacionar chegaram até à academia. Na obra Amor Líquido, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman relaciona a “fluidez” dos relacionamentos pós-modernos com a lógica da mercadoria, que passou a ter proeminência com o advento do capitalismo global. A psicanalista Eunice Tabacof demonstra concordar com o pensamento de Bauman. “Eu acho que existe uma liquidez na sociedade de maneira geral, uma liquidez nos valores, na própria forma como o mundo se desenha, uma insegurança global sobre o estar no mundo”, afirma.


Darlane Andrade, psicóloga e pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (Neim-Ufba), também considera que as transformações sociais das últimas décadas tiveram influência direta sobre as formas de relacionamento: “Devido a muitas mudanças sociais, históricas, culturais, econômicas e ao movimento feminista, que trouxe mudanças principalmente na sexualidade e nos papéis de gênero, a gente percebe que hoje a regra da fidelidade sofreu grandes transformações. A fidelidade maior hoje é a fidelidade ao seu desejo, e esse desejo vai nortear as escolhas para o tipo de relação que se tem”.

A pesquisadora aponta que um importante elemento das relações pós-modernas é a comunicação. Segundo Darlane, no modelo de família nuclear e patriarcal as regras já estavam pré-estabelecidas, enquanto nos dias de hoje é possível observar que as normas de cada relacionamento são uma construção mútua. “Historicamente, uma pessoa diz que está namorando com a outra quando essa relação envolve um sentimento de desejo sexual, amor, mas envolve também a questão da fidelidade. Mas se a gente for esmiuçar a relação de namoro, por exemplo, tem casais de namorados que têm a prática de troca de casais. Então, a fidelidade não é tradicional”, explica.
No entanto, para ambas as especialistas, não se pode generalizar a atual situação dos relacionamentos. Eunice considera, por exemplo, que em classes sociais mais altas ainda há a forte presença de valores tradicionais e lógicas de manutenção do patrimônio. Já Darlane acredita que a generalização é a principal falha do pensamento de autores como Bauman:

“Eles não trazem especificidades dos contextos. Seria o caso de olhar pra esses marcadores: gênero, raça, classe, pensando no local onde essas relações acontecem. Se eles falam de uma flexibilização eles estão falando também de um contexto específico. E no contexto local a gente tem que observar que nem todas as relações são tão fluidas, líquidas, assim. Tem muitas convenções que ainda perduram na nossa sociedade”."

Confira a reportagem completa em: http://impressaodigital126.com.br/?p=30900


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sobre o dia do Sexo e Apps

No último dia 6 de setembro foi comemorado o dia do sexo no Brasil. Esta data é celebrada desde 2008, a partir de uma estratégia de marketing da marca de preservativos Olla. Desde então, a Olla promove campanhas para oficializar a data no calendário. 

Como falar de solteirice é também falar de sexo, os/as bolsista PIBIC/UFBA, Aliane e Marcos escreveram um textinho para refletir sobre o tema a partir do que temos estudado agora: o uso de aplicativos de paquera por solteiros/as em Salvador.


Sobre Sexo e Apps
(por Aliane Lima)

Como diz a musica de Rita Lee “Amor e Sexo”: Amor é um livro, Sexo é esporte. Sexo é escolha, Amor é sorte. Amor é pensamento, teorema. Amor é novela, sexo é cinema. Sexo é imaginação, fantasia. Amor é prosa, Sexo é poesia... Na música, sexo e amor são representados como dicotômicos, onde o amor remete a algo duradouro, não pode ser escolhido, enquanto o sexo é transitório e depende da imaginação das pessoas, das suas fantasias, e é necessário que haja atração física para acontecer. Sexo é algo momentâneo, intenso... É o momento de sentir e dar prazer.

O sexo é falado, vivido, sentido, teorizado, e pode ser experienciado sem tantos pudores e de modo imediato, sem necessariamente estar vinculado ao amor. Em tempos de desenvolvimento das tecnologias de comunicação, o sexo também pode ser virtual ou do virtual, passar para o real. A busca do sentimento de satisfação desses prazeres momentâneos que o sexo pode proporcionar, pode ser alcançada utilizando os aplicativos de paquera pelos solteiros (as) disponíveis para serem acessados via smartphones, como por exemplo, o Tinder, Happn, Grindr, entre outros.

Navegando nestes aplicativos, jogos de sedução podem ser observados, posturas de homens e mulheres que expressam seus desejos e fantasias desde seus lugares de homossexuais, hetero ou bissexuais. O que tenho observado no período de uso de aplicativos por solteiros(as) em Salvador, para fins de pesquisa, foram mulheres heterossexuais mostrando atitude na investida sexual, propondo encontros e permitindo viver sua sexualidade sem silenciar os seus desejos, as suas vontades, apesar da sociedade machista que vivemos querer calar a voz das mulheres.


Tá procurando o quê?

(por Marcos Guedes)

Essa é uma das perguntas mais freqüentes feitas pelas pessoas que utilizam aplicativos de paquera. É assim mesmo: invasiva, veloz e divisora de águas.

Se você é fã de flerte às antigas, um aplicativo de paquera talvez não seja o melhor lugar para colher galanteios. É bem mais provável você se deparar com um abrupto “qual a cor da calcinha que você tá usando” / “manda nudes” que um polido “boa noite” / “olá”. Porém, se por ventura você for exceção e encontrar alguém que elogie seu sorriso antes de te convidar pra transar: abrace e proteja essa pessoa.

Sem susto. É assim mesmo, repito. É que os atuais apps de paqueras possuem um contingente enorme de experientes e impacientes membros/as das precursoras salas +18 de bate-papos virtuais, acostumados/as com live cam e masturbação após cinco minutos de chat privado. Quem já é veterano/a no uso desses aplicativos não tem mais disposição pra seduzir e quem está chegando inevitavelmente percebe que perder tempo com diálogos fáticos é sinônimo de ir pro fim da fila.

Convencionou-se, então, nesses recém ambientes de paquera (e o layout e as funções dos aplicativos em questão colaboram e muito!) uma abordagem estritamente pragmática e, sobretudo, mercadológica. Para corroborar essa minha afirmação, experimentemos analisar aplicativos de paqueras como vitrines. 

Seu corpo é o produto de venda, o aplicativo é o catálogo.

o/a cliente se depara com um variado cardápio de opções e escolhe/consome o que, obviamente, melhor corresponde com suas necessidades – geralmente momentâneas: é asiático (curti!), é gorda (curti!), é tatuado (não curti!), é loira (curti!), usa aparelho dental (não curti!), é malhado (curti!), é mais velha (curti!), é peludo (não curti!).

Do outro lado da tela teremos também das mais diversas descrições (“amo a natureza”, “sou médica”), contra indicações (“tenho filhos”, “sou fumante”), advertências (“sou capricorniana”, “não gosto de gatos”), modos de usar (“gosto que me tratem com carinho”, “adoro sexo selvagem”) e até a validade de oferta dos “produtos” (“sou turista, viajo na quarta”).

O/a mais resoluto/a, aquele/a que melhor fizer merchandising de si, ganha o precioso like e com alguma sorte até transa no fim de semana.

Enfim, nos aplicativos de paquera tudo é estratégia-meio para um fim-sexo – às vezes até aquele/a usuário/a errante, que começou a conversa com uma saudação agradável, queria na verdade angariar um público que ainda não desacostumou com afeto. Sim, ainda que algum/a freguês/a apareça nessa loja na esperança de encontrar o amor da sua vida, sua intenção final será transar com outrem.

Afinal, se você só quer companhia pra aplaudir o sol de forma descompromissada, melhor nem sair do Facebook.

E se você sequer sabe o que tá procurando, é melhor voltar pro barzinho.


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Retratos da solteirice, neste 15 de agosto

Neste dia 15 de agosto comemora-se o dia das pessoas solteiras. A solteirice como uma condição experienciada por quem está solteiro/a, tem sido estudada com intuito de dar visibilidade a esta condição que, apesar de ganhar uma conotação mais positiva na sociedade, ainda enfrenta desafios em uma "cultura de casais". 

O estudo mais recente sobre o tema desenvolvido na UFBA, com auxílio do PIBIC/FAPESB (2015-2016), conta com a coordenação da profa. Dra. Darlane Andrade (Departamento de Estudos de Gênero e Feminismo) e com as estudantes bolsistas Aline Pinheiro, Samara Amorim e da voluntária Irani Silva (todas do curso de Psicologia da UFBA). A pesquisa objetiva conhecer as vivências socioafetivas de pessoas solteiras, pertencentes à nova classe média e que moram sozinhas em Salvador. 

Cada vez mais comum na contemporaneidade, mas ainda pouco estudada, a solteirice emerge de um conjunto de transformações de cunho social, cultural, econômico e comportamental que vem se sucedendo ao longo dos anos, impactando nas configurações das relações amorosas, familiares e nas vivências sociais em geral (ANDRADE, 2012). 

Para estudar o tema, aplicamos questionários e realizamos entrevistas com homens e mulheres solteiros/as que moram só em Salvador. A solteirice foi representada também por imagens para solteiros e solteiras entrevistadas, reportando aos aspectos da liberdade, do descompromisso e da solidão que esta condição traz para estas pessoas:


 “Você não fica catando cabelo no ralo todos os dias, você não lava o banheiro a cada 3 dias, você lava no final de semana! [...] Acho legal essa falta de compromisso até com as suas atividades de casa e pra mim representa a solteirice também”. (solteiro, 25 anos, homossexual)






“A imagem representa leveza, liberdade de movimentos, falta de pudores, um lugar que me permite flutuar e me sentir à vontade.” (solteira, 31 anos, heterossexual)






“ (a imagem) simboliza todos os julgamentos que sinto por morar só e ter mais de 30” (solteira, 32 anos, heterossexual)






As diferentes vivências da solteirice para homens e mulheres que moram sozinhos/as representa a complexidade do fenômeno, merecendo atenção em estudos acadêmicos. E o dia dos/as solteiros/as merece ser lembrado para valorização desta condição vivida por milhares de brasileiros/as!

Referência: 

ANDRADE, Darlane S.V. A “solteirice” em Salvador: desvelando práticas e sentidos entre adultos/as de classes médias. Tese. Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo. Salvador: Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2012







quinta-feira, 26 de maio de 2016

Próxima pesquisa: o uso de tecnologias da comunicação por solteiros/as em Salvador

A profa. Dra. Darlane Andrade (BEGD/NEIM/UFBA0, seleciona 2 (dois) bolsistas para atuarem no projeto contemplado no edital PROPCI/UFBA 01‐2016 – PIBIC: “A SOLTEIRICE EM ESTUDO: O USO DE TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO POR SOLTEIROS/AS EM SALVADOR”, cujo objetivo principal é explorar opiniões e práticas em torno da sexualidade mediadas por aplicativos para smartphones (como tinder, happn e grindr) com esta finalidade, utilizados por homens e mulheres solteiros/as de diferentes orientações sexuais, em Salvador. 

As inscrições serão feitas com encaminhamento dos seguintes documentos para o emaildarlane.andrade@ufba.br até o dia 29 de maio de 2016, domingo, às 8:00h da manhã:
1.Carta manifestando o interesse e as razões que a/o levam a participar do processo seletivo, além de justificar o interesse em atuar com as temáticas do projeto. Caso tenha experiência prévia com o campo dos estudos de gênero e sexualidade, apresenta-la na mesma carta. Na carta, informar: nome completo, CPF, endereço e telefone.
2. Cópia do comprovante de matrícula do semestre vigente
3. Cópia do Histórico Escolar
4. Curriculum Vitae – no modelo do CV Lattes (este pode ser enviado posteriormente, caso ainda não tenha o currículo cadastrado na plataforma).