No dia 14 de agosto de 2015, dei uma entrevista para a rádio da Universidade Federal de Minas Gerais (Rádio UFMG Educativa 104.5) dando um panorama geral sobre estudos acerca do tema e falando um pouco sobre as dimensões da solteirice para marcar o dia que se comemora a solteirice: 15 de agosto.
Entrevista com Darlane Andrade sobre a solteirice na sociedade e o dia dos(as) solteiros(as)
Este é um espaço para compartilhar estudos, notícias e reflexões sobre experiências de solteiras e solteiros, e temas afins. // It´s a place to share studies, news and reflexions about single people´s experiences. Some of the texts are in English.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
domingo, 21 de fevereiro de 2016
Imagens da solteirice pós-moderna
Fonte:
http://cribeo.lavanguardia.com/estilo_de_vida/9549/el-placer-de-la-solteria-femenina-ilustrado-por-una-artista-mexicana-arrasa-en-la-red
terça-feira, 1 de setembro de 2015
A solteirice em estudo (PIBIC/ UFBA 2015-2016) e questionário para solteiros/as
A pesquisa sobre solteirice vai ter continuidade no período de 2015-2016 dentro da Universidade Federal da Bahia, em grupo de pesquisa no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC, com apoio da Fapesb - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia. A equipe de pesquisa é composta por: Profa. Darlane Andrade (coordenadora), Aline Pinheiro, Irani Santos, Samara Amorim (estudantes da UFBA).
O objetivo principal do estudo atual é identificar e conhecer práticas sociais e afetivas de homens e mulheres solteiros que moram sozinhos e pertencem à nova classe média em Salvador. O estudo fará uso de instrumentos quanti e qualitativos para construção de dados, que serão dialogados com estudos sobre o tema realizados pela coordenadora da pesquisa e outros em diferentes contextos.
Os critérios para participação são: Ter idade entre 30 e 60 anos, morar sozinho(a) em Salvador e ser solteiro(a), ou seja, não estar engajado(a) em uma relação de casamento/morar junto.
Para participar, basta solicitar o questionário por email: pesquisa.solteirice@gmail.com ou responder o questionário online (copie e cole o link)
https://docs.google.com/forms/d/1UgvPrwtGSXqS7apeom2TOEF-_cYy1kcEp67YuX72ppw/viewform?usp=send_form
Para participar, basta solicitar o questionário por email: pesquisa.solteirice@gmail.com ou responder o questionário online (copie e cole o link)
https://docs.google.com/forms/d/1UgvPrwtGSXqS7apeom2TOEF-_cYy1kcEp67YuX72ppw/viewform?usp=send_form
Research about singleness presented in IASSCS conference in Dublin
Part of my thesis was presented at X IASSCS CONFERENCE “Literacies and Sexualities in Cultural, Fictional, Real, and Virtual Worlds: Past, Present, Future Perfect?” that took place at Dublin City University, Ireland, in 17-20 June, 2015. It was such a pleasure to share data about sexuality of single people in Salvador and to discuss other subjects related to sexuality in South America with a researcher from Mexico, and the audience!
Abstract of the paper: Singleness
and Sexuality in Brazil
Darlane Silva Vieira Andrade, Federal University of Bahia
Brazil is internationally known as a tropical country in
which people are sexually free, especially if they are not marriage. But,
besides this international representation, how do single people experience
sexuality themselves? The objective of this communication is mainly to present
some aspects of experiences in the field of sexuality according to single
people living alone in Salvador – the capital of Bahia, a state located on
northeast of Brazil. It will be done using data from my Doctorate study about
singleness in Salvador, which sought to comprehend and analyze how do middle
class adults living alone in the capital of Bahia, experience and build
meanings about the condition of being single. Based on a feminist epistemology
and having gender as the main category used to analyze data, this study used
mixed methods with the following instruments: structured questionnaire, applied
to 76 people; focus groups with 7 participants; biographical interview with 6
people. All participants were both sex, aged 30 to 60 and most of them were
heterosexual. Related to sexuality, it was investigated how their past experiences
in this field were, how are they practicing sexuality currently – with whom,
where, with what frequency, their opinion about sex and love, the level of
satisfaction with their affective and sexual life –, and their projects to the
future related to intimacy. The research collaborated for reflections about men
and women´s behavior according to their singleness condition, deconstructing
some gender stereotypes for example, when single women are getting used to go
out with their friends and to have casual sex, just like single men do, and man
affirm more than woman that getting marriage and have kids are expected for
their future. It was also important to observe the possibilities that adults
have to build ways of living in urban context where freedom is an important
element used to manage social, affective and sexual practices, especially in
Brazil that is still a country with a culture that mixes permanencies and
changes in the field of intimacy.
Key words: singleness; sexuality; gender; brazilian
culture
To know more about IASSCS conference, access: http://www.iasscs.org/iasscs-conferences
To know more about IASSCS conference, access: http://www.iasscs.org/iasscs-conferences
domingo, 22 de fevereiro de 2015
"Loucas pra casar" e a solteirice em Goiânia e Salvador
A comédia "Loucas pra casar" (2014) traz a seguinte sinopse:
Na semana de estréia, fui convidada a comentar o filme e o lugar das mulheres solteiras na sociedade atual, trazendo informações sobre minha pesquisa realizada com solteiros e solteiras em Salvador, e o repórter Renato Queiroz discutiu dados e percepções sobre as pessoas solteiras de Goiânia. A entrevista foi publicada no jornal "O Popular", de Gioânia, e rendeu muitos comentários na rede social, tanto que dei uma segunda entrevista por telefone.
Na minha pesquisa de doutoramento sobre
a solteirice em Salvador, os/a participantes (homens e mulheres solteiros/as de
classe média, residindo sozinhos/as em Salvador, com idades variando entre 30 e
60 anos), apontaram expectativas em torno da vida afetiva, apresentando
proximidades e diferenças: ambos buscam satisfação no campo da vida afetiva e
sexual, esperam se relacionar com uma pessoa a partir de suas características
psicológicas que falam mais do jeito de ser da pessoa, do que esperam ser
atraídos somente pela aparência física. Muitos esperam mais uma relação estável
como o namoro do que um casamento, e principalmente buscam uma forma de manter
a liberdade e a individualidade que são elementos importantes para a vida de
solteiro/a. As diferenças apontadas partiram principalmente de mulheres que
estão satisfeitas em se engajarem em relações afetivo-sexuais eventuais e principalmente
em morarem sozinhas, e não esperam o casamento nem querem ter filhos, e de
muitos homens solteiros que almejam se casar e ter filhos, rompendo com a ideia
de que “toda mulher solteira espera um casamento” e “todo homem solteiro tem
uma vida boêmia e não quer se casar”.
A antropóloga Mirian Goldenberg cunhou o termo "capital
marital" para explicar que muitas brasileiras afirmam que sofrem
preconceito por não serem casadas. Elas se sentem desvalorizadas ou até mesmo
fracassadas por não terem o tal do "capital marital". A senhora
acredita que esse sentimento um dia vai ser superado?
"Malu (Ingrid Guimarães), Lúcia (Suzana Pires) e Maria (Tatá Werneck) encontraram o homem ideal e planejam se casar. Até que elas descobrem que esse homem, na verdade, é o mesmo: Samuel (Marcio Garcia), que vinha mantendo um namoro com todas elas nos últimos anos. As três terão que decidir se vão disputar entre si pela exclusividade ou unirem-se pela vingança. Elenco: Ingrid Guimarães, Tatá Werneck, Márcio Garcia, Suzana Pires, Fabiana Karla, Edmilson Filho, Guida Vianna, Camilla Amado Direção: Roberto Santucci, Gênero: Comédia"
Fonte: http://www.cinemark.com.br/filmes/loucas-pra-casar/5234
Na semana de estréia, fui convidada a comentar o filme e o lugar das mulheres solteiras na sociedade atual, trazendo informações sobre minha pesquisa realizada com solteiros e solteiras em Salvador, e o repórter Renato Queiroz discutiu dados e percepções sobre as pessoas solteiras de Goiânia. A entrevista foi publicada no jornal "O Popular", de Gioânia, e rendeu muitos comentários na rede social, tanto que dei uma segunda entrevista por telefone.
Confiram a primeira entrevista completa, com comentários extras ao que foi publicado no jornal:
O que achou da forma como a temática da solteirice de mulheres na faixa
dos 40 foi tratada no filme Loucas Pra Casar?
A solteirice de uma mulher na faixa
dos 40 anos, que é bonita, inteligente, bem sucedida, é tratada como algo
indesejado, porque o que se espera socialmente é que uma mulher com este perfil
esteja casada. Assim, a personagem Malu (interpretada por Ingrid Guimarães) não
se contenta em ter uma relação de namoro: ela tem que casar. E de branco, na
igreja. O desespero, a insegurança, o sentimento de que está em um patamar
inferior às mulheres casadas (como a personagem é vista pelas amigas, que
lançam a ela um olhar de pena como se fosse a “coitadinha” que precisaria sair
dessa condição para ser feliz*), são expressões de que a solteirice não é uma
condição satisfatória para as mulheres – e em certa medida, também para os
homens que passam dos 40 anos (no filme, Samuel, o namorado de Malu,
interpretado por Márcio Garcia, é de certa forma, cobrado por sua mãe para que
encontre uma mulher ideal para casar). Este é um discurso midiático que tem sido
recorrente em produções brasileiras e internacionais (principalmente
norte-americanas), que retrata um movimento nomeado de Backlash, por Suzan Falude, ou seja, uma tendência ao “retorno ao
lar”, à valorização do modelo tradicional de mulher esposa, mãe e dona de casa,
e critica as novas posturas e lugares sociais ocupados pelas mulheres para além
do lar – fruto principalmente de conquistas feministas. E o lugar da mulher
solteira é subversivo, porque fere modelos de feminilidade há séculos
construídos, já que essa mulher não tem obrigações de mãe e esposa, e pode
exercer sua sexualidade de diversas formas. Assim, esse lugar não é valorizado
pela mídia em geral. As mulheres solteiras e independentes têm sido retratadas
pela mídia como mulheres poderosas e livres, principalmente a partir da década
de 1990 com o sucesso do seriado Sex and
the city, mas, se olharmos nas entrelinhas, somente a vida conjugal e
familiar darão a elas um final feliz.
*Achei interessante a cena que Malu
desabafa em um encontro com as amigas que são casadas e com filhos, e afirma
que não quer ter filho e que tem uma vida boa, com possibilidades de planejar
uma viagem à Paris, enquanto as amigas não terão essa possibilidade devido às
obrigações com os cuidados com filhos e seus maridos. Após esta cena, ela
aparece sozinha no quarto, vendo uma cena romântica de um seriado na tv e
comendo chocolate, ou seja, sentindo-se sozinha depois da mentira que contou
sobre o fato de se sentir segura não tendo uma família. Essa cena é recorrente
quando a mídia retrata mulheres bem sucedidas que não são felizes porque não
tem um par ou quando o tem, não conseguem conciliar família e carreira (como
nos outros filmes de comédia protagonizados por Ingrid Guimarães: “De pernas
pro ar” – 1 e 2). Retratar mulheres bem sucedidas e felizes parece ainda ser um
desafio para produtores, roteiristas e diretores (em sua maioria, homens),
porque ainda é difícil reconhecer o que a realidade social mostra: há sim,
mulheres bem sucedidas, saudáveis emocionalmente, que não necessariamente tem
dificuldade de conciliar família e carreira, e que também vivem bem estando
solteiras.
A senhora acredita que há uma diferença de expectativas afetivas entre
homens e mulheres nesta faixa etária?
Na minha pesquisa de doutoramento sobre
a solteirice em Salvador, os/a participantes (homens e mulheres solteiros/as de
classe média, residindo sozinhos/as em Salvador, com idades variando entre 30 e
60 anos), apontaram expectativas em torno da vida afetiva, apresentando
proximidades e diferenças: ambos buscam satisfação no campo da vida afetiva e
sexual, esperam se relacionar com uma pessoa a partir de suas características
psicológicas que falam mais do jeito de ser da pessoa, do que esperam ser
atraídos somente pela aparência física. Muitos esperam mais uma relação estável
como o namoro do que um casamento, e principalmente buscam uma forma de manter
a liberdade e a individualidade que são elementos importantes para a vida de
solteiro/a. As diferenças apontadas partiram principalmente de mulheres que
estão satisfeitas em se engajarem em relações afetivo-sexuais eventuais e principalmente
em morarem sozinhas, e não esperam o casamento nem querem ter filhos, e de
muitos homens solteiros que almejam se casar e ter filhos, rompendo com a ideia
de que “toda mulher solteira espera um casamento” e “todo homem solteiro tem
uma vida boêmia e não quer se casar”.
Quais as reclamações mais comuns que ouviu das mulheres na sua pesquisa
sobre solteirice?
No geral, nas conversas com as
mulheres solteiras, percebi que ter o cotidiano movimentado por diversas
atividades de trabalho, lazer, cuidados consigo (como a prática de esportes) e
o contato com diferentes pessoas que compõem uma rica rede de relações,
sobressaiu-se às discussões sobre
reclamações por não estarem casadas. Claro que ouvi algumas reclamações sobre a
dificuldade de encontrar uma pessoa ideal para uma relação amorosa mais
duradoura e para um casamento, mas nada que deixasse essas mulheres
desesperadas e obcecadas com o casamento como a personagem Malu, do filme
“Loucas pra Casar”. E nem com distúrbios psíquicos relacionados a essa
obsessão. Isto porque atualmente o fato da pessoa não estar casada depois dos
trinta anos, não impede que tenha uma vida social, de trabalho e uma vida sexual
movimentada.
Algumas reclamações que gostaria de
destacar foram sobre o cotidiano do lazer das solteiras: no processo de
construção dos dados foi interessante ter ido a espaços de lazer observar homens
e mulheres solteiros/as em boates e bares de Salvador e de outras cidades do
país. Especificamente em Salvador, ouvi muitas mulheres reclamando da falta de
opções de lugares para sair quando querem dançar e encontrar pessoas da mesma
faixa etária. Nas entrevistas, essa reclamação também apareceu, sinalizando que
a vida noturna parece não atender democraticamente os anseios de todos/as que buscam
por diversão. Outra reclamação foi o incômodo que sentem quando são abordadas
por homens que insistem em ter com elas alguma aproximação de cunho sexual,
considerando que estão disponíveis pelo fato de estarem solteiras. As mulheres
que participaram do estudo afirmam que tem a liberdade de escolher com quem
querem se relacionar sexualmente, mas não é por estarem em um bar ou boate que
sempre estão disponíveis para o sexo casual (ou que o procuram nestes locais).
Existe ainda muito estigma sobre a mulher que não se casa após os 40
anos?
O estigma da “solteirona” vem sendo
superado e dando abertura à imagem das “novas solteiras” como discutiu Eliane
Gonçalves em estudo sobre o tema, e como vem sendo confirmado em outros estudos
e na prática social. A tendência para as mulheres de classe média e alta (é
importante fazer esse recorte de classe social porque a realidade das mulheres
de 40 anos das camadas populares tende a ser muito diferente), após os 40 anos,
é ser bem sucedida, independente e segura de si mesma, o que possibilita que
escolhas sejam feitas inclusive no campo afetivo.
A antropóloga Mirian Goldenberg cunhou o termo "capital
marital" para explicar que muitas brasileiras afirmam que sofrem
preconceito por não serem casadas. Elas se sentem desvalorizadas ou até mesmo
fracassadas por não terem o tal do "capital marital". A senhora
acredita que esse sentimento um dia vai ser superado?
Homens e mulheres desde tenra idade
convivem com expectativas sociais sobre o casamento e as idealizações
românticas que vem sendo reproduzidas desde os contos de fada às novelas,
filmes e seriados. Uma das minhas entrevistadas chegou a questionar em que
medida a expectativa sobre o casamento é dela ou é do seu meio social.
Identificar essa diferença é um passo importante para a construção de um
projeto de vida no campo da afetividade – que pode ou não incluir o casamento.
Reconhecer que as escolhas e modos de viver são diversos e tem que ser
respeitados, é um passo importante para a superação do sentimento de fracasso
quando a escolha ou a situação em que a pessoa está vivendo estão fora de um
“padrão”. Acredito que deve ser superada a visão ainda tradicional acerca das
construções de gênero que colocam homens e mulheres a seguirem modelos
pré-determinados e que engessam a diversidade de expressões de identidades,
sexualidades, relacionamentos e modos de vida. E as construções midiáticas têm
uma função importante para promover rupturas, quando proporcionam a reflexão
sobre as consequências da fixação em seguir um padrão de mulher perfeita em
busca de um uma vida perfeita (que inclui ter um homem perfeito, dentro de um
modelo heterossexual), como no filme “Loucas pra casar” – que, por sinal, não superou
o folhetim, ao trazer o casamento como um final feliz.
Links para acesso as reportagens de Renato Queiroz publicadas no Jornal "O Popular":
Mulheres se queixam da alta concorrência no mercado do amor em Goiânia. Disponível em: http://www.opopular.com.br/editorias/magazine/mulheres-se-queixam-da-alta-concorr%C3%AAncia-no-mercado-do-amor-em-goi%C3%A2nia-1.760569
Matéria sobre mercado afetivo de Goiânia repercute nas redes sociais. Disponível em: http://www.opopular.com.br/editorias/magazine/mat%C3%A9ria-sobre-mercado-afetivo-de-goi%C3%A2nia-repercute-nas-redes-sociais-1.762336
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
35 and single. 35 anos e solteira.
'Female Freedom Has an Expiration Date' - Being 35 and Single
This video is getting famous on youtube! It´s about a single woman on her thirties that is from Argentina and lives in NY. She is questioning her singleness when she seems to be the last one that is not marriage among her friends and family. Living a free life and getting to know herself and the happiness inside her seems to be the path to face a life without a husband.
Check out the video on the link below
http://www.youtube.com/watch?v=CNLdLKTYNtw
'A liberdade feminina tem uma data de validade' - Ser solteira aos 35
Este video está ficando famoso no youtube! Ele trata de uma mulher solteira na faixa dos 30 anos, argentina, que mora em Nova Iorque. Ela está questionando sua solteirice quando parece ser a última a não se casar entre seus amigos e familiares. Viver uma vida livre e começar a se conhecer melhor e conhecer a felicidade dentro de si mesma parecem ser os caminhos para encarar uma vida sem marido.
Veja o video no link acima.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Neosolteiros
"Neosolteiros: um estilo de vida por convicção" - Este é o título de reportagem disponível no blog Belelu* que retrata a realidade de solteiros(as) mexicanos(as).
O que chamam de "neosolteiros" se aproxima do que vem sendo discutido aqui no Brasil como as "novas solteiras" (por Eliane Gonçalves) e da discussão que faço sobre "solteirice" na minha tese. As mudanças nas formas de viver e de ver a "solteirice" mostram que os estigmas estão se rompendo e dando lugar a concepções mais positivas para quem se encontra nesta condição social.
Interessante a discussão sobre os "neosolteiros" é ver como o casamento e constituição de família não são focos da vida destas pessoas, e sim, a carreira e as relações sociais (ou isolamento voluntário), tal como pude discutir na Tese.
O estilo de vida descrito na reportagem é adotado por pessoas com nível intelectual alto, independentes financeiramente e que se sentem seguras de si. Estas pessoas rompem com as expectativas do casamento e buscam desfrutar a vida fora desta instituição.
A definição dos neosolteiros na reportagem é a seguinte:
"Son profesionales muy calificados, desenvueltos, competentes, seguros de sí mismos, con un alto nivel cultural.

No tienen por referente social la pareja, no están obsesionados por la estabilidad económica, que ya han alcanzado, no renuncian a las comodidades y más bien las buscan y saben disfrutarlas, no quieren sufrir experiencias dolorosas o defraudantes en el terreno del amor, no es para ellos una prioridad la vida en pareja ni casarse y no les supone trauma la cama vacía, que consideran suficientemente compensada con el éxito profesional."
* Endereço para acessar a reportagem completa:
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