sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

"Singleness" in Salvador


ANDRADE, Darlane Silva Vieira. The “singleness” in Salvador: unveiling practices and meanings among middle-class adults. Thesis (Doctorate in Interdisciplinary Studies about Women, Gender and Feminism). Faculty of Philosophy and Humanities, Federal University of Bahia, Salvador, 2012


ABSTRACT


This thesis sought to understand the contemporary phenomenon of “singleness”, specifically in the capital of Bahia, through experiences and the definition of the condition of being single middle class men and women who live by themselves in Salvador. The study was based on interdisciplinary discussions about the changes in personal life, gender relations, relationships, and lifestyles in urban contexts that have contributed to the rethinking of the definition and practices of “singleness”. The research was based on feminist epistemologies, taking gender as the main category chosen to analyze the data. It adopted mixed methods with both qualitative and quantitative techniques: focus groups in which four women and three men participated; structured questionnaires to which 76 people responded; field observations carried out in leisure spaces around the city; and a subsample of six participants given biographical interviews guided by their “life grids” and  diaries. Participants range from 30 to 60 years old, have a university level degree, live in middle to high class neighborhoods in Salvador, and are classified as belonging to A/B social class according to Brazilian Criteria of Economic Classification. The compilation of data and the analysis of the literature about the theme at hand allowed, firstly, for the reconstruction of the concept of “singleness” according to its dimensions of civil status, lifestyle, and loneliness, using freedom as the focal point, as well as the element that connects all the dimensions and the most important meaning of “singleness”. Secondly, this study allowed for the construction of a profile of a specific group of singles living alone, based on their socioeconomic characteristics and experiences of “singleness” in the field of relationships and sexuality, on their leisure and work routines, and on their expectations for the future. In addition, the study mapped the areas around the city occupied by singles, especially for leisure activities, showing that the singleness condition is experienced inside and outside the home, freedom being the main focus. Finally, this study revealed some gender differences in the way that singleness is experienced, given that freedom, as the major characteristic of single life, has different connotations for men and women, especially in regards to sexuality: it is more socially acceptable for men to have sex outside marriage than for women. Although many single women have an active sex life, others remain celibate until they enter into a stable relationship, which suggests that singleness represents both changes and permanencies in personal life.

Keywords: Singleness. Living alone. Gender relations. Middle class. Urban lifestyle.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Quantos solteiros e solteiras temos em Salvador em 2010?

Continuo de olho nos dados do censo e finalmente encontrei os dados exatos sobre a solteirice em Salvador.

No último censo, de 2010, o número de solteiros(as) na capital baiana chega a 64,7% da população acima de 10 anos. O que equivale a 1.507.558 pessoas! Pena que o censo não faz uma divisão por grupo de idades (pelo menos nos dados que encontrei até agora).

Se somarmos o número de pessoas desquitadas (1,3%), divorciadas (3%) e viúvas (4,3%), a população sem par chega a 73,3%.

Fonte: http://www.censo2010.ibge.gov.br/apps/mapa/


Pessoa de 10 anos ou mais de idade, estado civilCasadoDesquitado ou separadojudicialmenteDivorciadoViúvoSolteiro26.8%64.7%

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

"Elas amam ser solteiras"

A reportagem da revista Marie Claire (em 01/11/12) trata dos aspectos positivos da solteirice, apontados por mulheres solteiras, independentes, vivendo em grandes cidades. Nos depoimentos, as solteiras endossam a liberdade de escolher o que querem fazer para o lazer, que tipo de relacionamentos querem ter e a preferência de muitas pela solteirice.


A socióloga norte americana Bella DePaulo é citada pela sua publicação que trata da solteirice voluntária: as solteiras de coração (single at heart), ou seja, aquelas que se identificam com a solteirice e a vivencia de forma intensa e criativa.



Quando se trata das mulheres solteiras, as reportagens, como esta, discutem as expectativas sobre o casamento, o foco que as mulheres dão à carreira, a questão dos filhos - do desejo ou não de terem filhos, ou, quem os tem e é mãe solteira.  E muitas vezes a condição de não casada (e/ou que não tem filhos) é posta com a ambiguidade da satisfação em estar solteira e adotar um estilo de vida interessante para si, e a cobrança pelo casamento e constituição de família que ainda se coloca como algo esperado socialmente -  e que pode gerar um sentimento de falta, como foi citado pelo psicanalista na reportagem.



Penso que essa ambiguidade talvez também esteja no olhar que o discurso social dá para a solteirice, que ainda não se desprendeu totalmente do seu oposto: o casamento, o que demanda a continuidade de reflexões sobre o tema que é muito mais complexo e vai muito além de um estado civil, como venho discutindo na minha tese.




Reportagem completa:
http://revistamarieclaire.globo.com/Revista/Common/0,,EMI320196-17737-1,00-ELAS+AMAM+SER+SOLTEIRAS.html

domingo, 28 de outubro de 2012

Números sobre morar só no Brasil na última década


Muitas tem sido as notícias veiculadas na mídia sobre o aumento dos domicílios unipessoais no Brasil na última década. A notícia oficial divulgada pelo IBGE é a seguinte:

"Domicílios com apenas um morador aumentam de 8,6% para 12,1%
Entre 2000 e 2010, houve significativo aumento das unidades domésticas em que morava apenas uma pessoa (unipessoais) no país, de 8,6% para 12,1%. Entre os estados, os maiores percentuais foram registrados no Rio de Janeiro (15,6%) e Rio Grande do Sul (15,2%), cujos índices de envelhecimento foram mais elevados, enquanto Amazonas (8,0%) e Maranhão (8,1%) tiveram os menores percentuais. Nos municípios das capitais, Porto Alegre desponta com o peso relativo mais alto para as unidades domésticas unipessoais (21,6%), enquanto o percentual mais baixo foi registrado em Teresina (8,6%).
A distribuição das unidades domésticas com mais de um morador (multipessoais) por tipo mostra que a forma “nuclear” pode ser considerada o padrão no país. Esta estrutura está baseada na consanguinidade e ou adoção e consiste em um único núcleo formado pelo casal com ou sem filhos. A distribuição das unidades domésticas nucleares por tipo de organização evidencia uma predominância daquelas constituídas por casal com filhos, correspondendo a 62%. As de casal sem filhos apresentaram uma proporção de 21%, enquanto as monoparentais femininas chegaram a 15,1% e as masculinas, a 2,3%.
O Nordeste apresenta um percentual ligeiramente mais elevado de unidades domésticas estendidas, compostas por um ou mais núcleos familiares com outros parentes (22,3% contra a média de 19,1%), e compostas, onde há a presença de não parentes (2,7% contra 2,5%)."

sábado, 27 de outubro de 2012

Aumenta o número de solteiros/as no Brasil


"Mais da metade dos homens e mulheres do Brasil estão solteiros

Número chega a 52% entre as mulheres. Entre os homens, o índice é ainda maior: 60%. Estado com mais solteiros é o Amapá.

(...)

uma pesquisa do IBGE revela um número impressionante sobre os solteiros do Brasil. 52% das mulheres no Brasil estão solteiras. E entre os homens o percentual sobe para quase 60%"


Estes dados foram divulgados em reportagem veiculada no Jornal Hoje, em 12 de julho de 2012, com o seguinte texto: 



"“Hoje a galera está mais querendo ficar, não quer compromisso sério, talvez para não se machucar”, diz o músico Hudson Ferreira.



O estado com a maior proporção de solteiros é o Amapá: 77% dos homens e 74% das mulheres. O lugar onde elas têm mais chances de arrumar um namorado é o estado de São Paulo. Pelo menos é o que mostram os números. São 500 mil solteiros a mais.

Para quem analisa o comportamento humano o número de solteiros vem crescendo pelas mudanças na sociedade. Principalmente a maior independência das mulheres.

“Em alguns momentos elas têm mais critérios, são mais exigentes. Por outro lado, para alguns homens isso também assusta, porque a independência muitas vezes se torna um problema”, comenta a psicóloga Patrícia Piazzon.

Vera, promotora de eventos, teve o último relacionamento sério há 5 anos. E admite que é exigente nesse assunto: “O homem tem que ser bem sucedido, um cara bacana, estudado, que entenda a minha profissão”.

“Tem que ser amoroso, educado, atencioso e aí fica difícil de encontrar”, admite a gerente de loja Carolina Vasconcelos.

Quem sabe nesse dia dos namorados, os solteiros exigentes finalmente encontrem a alma gêmea: “Até a meia noite tudo pode acontecer”, diz."



O video da reportagem se encontra no link:





O discurso da mídia quando divulga reportagens sobre solteiros (e também as que moram sozinhas) na grande maioria das vezes termina com a mensagem de que as pessoas solteiras estão procurando ou devem procurar um par... 


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Quantas pessoas moram sozinhas no Brasil em 2012?

O Jornal Hoje noticiou no dia 24 de outubro, 2012:


"De acordo com o Censo 2012, quase sete milhões de pessoas moram sozinhas no Brasil. A maioria delas - quase seis milhões – vivem nas cidades. Morar só é uma tendência urbana, vinculada à maior demanda de oportunidades. Porto Alegre é a capital com a maior proporção de pessoas com este estilo de vida: 21% por cento.
“A cidade oferece um ambiente propício para a preocupação com a carreira, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a carreira e adiando o momento que elas têm uma união”, comenta Fábio Borges, professor de comportamento do consumidor."
A reportagem de Monalisa Perone está na íntegra:




quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Bar dedicado à masturbação feminina no Japão




A novidade para mulheres em Tóquio é a oferta de um bar que tem como objetivo estimular o prazer feminino e o tema central é a masturbação.


Antes considerada uma prática sexual pecaminosa, a masturbação agora é vista como uma prática saudável e inclusive indicada por profissionais da saúde como fonte de prazer, auto-conhecimento que auxilia na relação sexual com outra(s) pessoa(s).



Notícias sobre o bar Love Joule no link


http://noticias.r7.com/internacional/noticias/japao-inaugura-bar-dedicado-a-masturbacao-feminina-20121002.html